Recuperação da represa Billings contará com investimento japonês
Postado em 22/10/2010 ás 11h42
A Sabesp assinou, na última quinta-feira (14), em Tóquio, Japão, um empréstimo de cerca de US$ 63 milhões com a Jica – Japan International Cooperation Agency (Agência de Cooperação Internacional do Japão) para o Programa Integrado de Melhoria Ambiental na Área de Manancial da Represa Billings, o Pró-Billings. Na mesma ocasião, foi negociada a liberação da segunda etapa do empréstimo da Jica para o Programa Onda Limpa da Região Metropolitana da Baixada Santista, no valor de US$ 200 milhões, e de verba para o Programa de Redução de Perdas da Sabesp, de cerca de US$ 366 milhões, com previsão de início em 2011.
O empréstimo para o Pró-Billings, de 6,2 bilhões de yenes, foi aprovado pelo Senado em agosto passado. O investimento japonês soma-se à contrapartida de igual valor da Sabesp. O programa prevê que, até 2015, todos os esgotos coletados na bacia da Billings, em São Bernardo, sejam encaminhados para a ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) ABC.
A iniciativa vai beneficiar diretamente 250 mil moradores do município. Indiretamente, as ações abrangem 5 milhões de moradores da Grande São Paulo abastecidos com as águas do reservatório, já que impactam na melhoria da qualidade da água do manancial e de áreas degradadas. Serão construídos 100 km de rede coletora, 30 km de coletores-tronco e 72 estações elevatórias. As obras terão início em janeiro de 2011 e devem ser concluídas em 2015.
A Billings também vem sendo favorecida pelo programa Vida Nova - Recuperação de Mananciais. O projeto tem investimento de R$ 1,3 bilhão e irá beneficiar os principais mananciais da Grande São Paulo. As ações se concentram no aumento da coleta de esgoto, urbanização de favelas e remoção de moradias em áreas de preservação permanente. O Governo do Estado também investe no Programa Mananciais Alto Tietê, um subprograma do Mananciais Vida Nova, que tem a represa Billings entre as áreas de intervenção. As ações previstas são estruturação e recuperação urbana, preservação e recuperação ambiental e saneamento ambiental – este último a cargo da Sabesp.
O Projeto Tietê também beneficia a represa Billings, com a entrada em operação do Sistema de Interceptação Pinheiros, que recolhe o esgoto da região dos mananciais e transporta até a ETE Barueri. Foram construídos 28 km de interceptores à margem do rio Pinheiros, 330 km de redes coletoras na Billings, 62 km de coletores-tronco (20 km na Billings e 42 km no rio Pinheiros) e duas novas estações elevatórias, além da ampliação da estação elevatória Pinheiros.
Especificamente na margem direita da Billings, a Sabesp entregou uma série de obras pela 2ª etapa do Projeto Tietê. Mais de 35 mil habitantes foram diretamente beneficiados com a inauguração de dez estações elevatórias de esgoto, implantação de 98 km de rede coletora e execução de mais de 7.100 ligações domiciliares, possibilitando que 83 litros de esgoto por segundo deixassem de ser despejados na represa. Já na primeira fase, a região havia sido favorecida com a construção de 226 km de redes coletoras.
Vamos ver se vai ser real, ou se alguem vai por a mão nesses valores! Vamos acompanhar de perto!
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sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Billings está em fase de recuperação
Recuperação da represa Billings contará com investimento japonês
Postado em 22/10/2010 ás 11h42
A Sabesp assinou, na última quinta-feira (14), em Tóquio, Japão, um empréstimo de cerca de US$ 63 milhões com a Jica – Japan International Cooperation Agency (Agência de Cooperação Internacional do Japão) para o Programa Integrado de Melhoria Ambiental na Área de Manancial da Represa Billings, o Pró-Billings. Na mesma ocasião, foi negociada a liberação da segunda etapa do empréstimo da Jica para o Programa Onda Limpa da Região Metropolitana da Baixada Santista, no valor de US$ 200 milhões, e de verba para o Programa de Redução de Perdas da Sabesp, de cerca de US$ 366 milhões, com previsão de início em 2011.
O empréstimo para o Pró-Billings, de 6,2 bilhões de yenes, foi aprovado pelo Senado em agosto passado. O investimento japonês soma-se à contrapartida de igual valor da Sabesp. O programa prevê que, até 2015, todos os esgotos coletados na bacia da Billings, em São Bernardo, sejam encaminhados para a ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) ABC.
A iniciativa vai beneficiar diretamente 250 mil moradores do município. Indiretamente, as ações abrangem 5 milhões de moradores da Grande São Paulo abastecidos com as águas do reservatório, já que impactam na melhoria da qualidade da água do manancial e de áreas degradadas. Serão construídos 100 km de rede coletora, 30 km de coletores-tronco e 72 estações elevatórias. As obras terão início em janeiro de 2011 e devem ser concluídas em 2015.
A Billings também vem sendo favorecida pelo programa Vida Nova - Recuperação de Mananciais. O projeto tem investimento de R$ 1,3 bilhão e irá beneficiar os principais mananciais da Grande São Paulo. As ações se concentram no aumento da coleta de esgoto, urbanização de favelas e remoção de moradias em áreas de preservação permanente. O Governo do Estado também investe no Programa Mananciais Alto Tietê, um subprograma do Mananciais Vida Nova, que tem a represa Billings entre as áreas de intervenção. As ações previstas são estruturação e recuperação urbana, preservação e recuperação ambiental e saneamento ambiental – este último a cargo da Sabesp.
O Projeto Tietê também beneficia a represa Billings, com a entrada em operação do Sistema de Interceptação Pinheiros, que recolhe o esgoto da região dos mananciais e transporta até a ETE Barueri. Foram construídos 28 km de interceptores à margem do rio Pinheiros, 330 km de redes coletoras na Billings, 62 km de coletores-tronco (20 km na Billings e 42 km no rio Pinheiros) e duas novas estações elevatórias, além da ampliação da estação elevatória Pinheiros.
Especificamente na margem direita da Billings, a Sabesp entregou uma série de obras pela 2ª etapa do Projeto Tietê. Mais de 35 mil habitantes foram diretamente beneficiados com a inauguração de dez estações elevatórias de esgoto, implantação de 98 km de rede coletora e execução de mais de 7.100 ligações domiciliares, possibilitando que 83 litros de esgoto por segundo deixassem de ser despejados na represa. Já na primeira fase, a região havia sido favorecida com a construção de 226 km de redes coletoras.
Vamos ver se vai ser real, ou se alguem vai por a mão nesses valores! Vamos acompanhar de perto!
Postado em 22/10/2010 ás 11h42
A Sabesp assinou, na última quinta-feira (14), em Tóquio, Japão, um empréstimo de cerca de US$ 63 milhões com a Jica – Japan International Cooperation Agency (Agência de Cooperação Internacional do Japão) para o Programa Integrado de Melhoria Ambiental na Área de Manancial da Represa Billings, o Pró-Billings. Na mesma ocasião, foi negociada a liberação da segunda etapa do empréstimo da Jica para o Programa Onda Limpa da Região Metropolitana da Baixada Santista, no valor de US$ 200 milhões, e de verba para o Programa de Redução de Perdas da Sabesp, de cerca de US$ 366 milhões, com previsão de início em 2011.
O empréstimo para o Pró-Billings, de 6,2 bilhões de yenes, foi aprovado pelo Senado em agosto passado. O investimento japonês soma-se à contrapartida de igual valor da Sabesp. O programa prevê que, até 2015, todos os esgotos coletados na bacia da Billings, em São Bernardo, sejam encaminhados para a ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) ABC.
A iniciativa vai beneficiar diretamente 250 mil moradores do município. Indiretamente, as ações abrangem 5 milhões de moradores da Grande São Paulo abastecidos com as águas do reservatório, já que impactam na melhoria da qualidade da água do manancial e de áreas degradadas. Serão construídos 100 km de rede coletora, 30 km de coletores-tronco e 72 estações elevatórias. As obras terão início em janeiro de 2011 e devem ser concluídas em 2015.
A Billings também vem sendo favorecida pelo programa Vida Nova - Recuperação de Mananciais. O projeto tem investimento de R$ 1,3 bilhão e irá beneficiar os principais mananciais da Grande São Paulo. As ações se concentram no aumento da coleta de esgoto, urbanização de favelas e remoção de moradias em áreas de preservação permanente. O Governo do Estado também investe no Programa Mananciais Alto Tietê, um subprograma do Mananciais Vida Nova, que tem a represa Billings entre as áreas de intervenção. As ações previstas são estruturação e recuperação urbana, preservação e recuperação ambiental e saneamento ambiental – este último a cargo da Sabesp.
O Projeto Tietê também beneficia a represa Billings, com a entrada em operação do Sistema de Interceptação Pinheiros, que recolhe o esgoto da região dos mananciais e transporta até a ETE Barueri. Foram construídos 28 km de interceptores à margem do rio Pinheiros, 330 km de redes coletoras na Billings, 62 km de coletores-tronco (20 km na Billings e 42 km no rio Pinheiros) e duas novas estações elevatórias, além da ampliação da estação elevatória Pinheiros.
Especificamente na margem direita da Billings, a Sabesp entregou uma série de obras pela 2ª etapa do Projeto Tietê. Mais de 35 mil habitantes foram diretamente beneficiados com a inauguração de dez estações elevatórias de esgoto, implantação de 98 km de rede coletora e execução de mais de 7.100 ligações domiciliares, possibilitando que 83 litros de esgoto por segundo deixassem de ser despejados na represa. Já na primeira fase, a região havia sido favorecida com a construção de 226 km de redes coletoras.
Vamos ver se vai ser real, ou se alguem vai por a mão nesses valores! Vamos acompanhar de perto!
Nossas represas pedem socorro!
Represas Billings e Guarapiranga sofrem contaminação por metais pesados, diz estudo
Postado em 04/10/2010 ás 10h47
Um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) mostrou que o fundo das Represas Billings e Guarapiranga está contaminado com metais pesados como chumbo, cobre, níquel e zinco. De acordo com os especialistas, esta contaminação compromete a qualidade da água e pode pôr em risco a saúde da população, já que as águas das duas represas abastecem boa parte da cidade de São Paulo. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) nega a informação de risco à saúde e diz que monitora a concentração dos metais pesados presentes nos mananciais.
O estudo atribui a contaminação ao esgoto, que é despejado de forma irregular por casas. O ambientalista Silvano da Silva, no entanto, culpa as indústrias. De acordo com o ambientalista, que desenvolve um projeto na Guarapiranga, alumínio, chumbo e metais não são gerados por esgoto doméstico. Ele afirma que grande parte do esgoto coletado pela Sabesp não é tratado e questiona a diferença de esgoto clandestino e coletado, se ambos são jogados na represa sem nenhum tratamento.
Outro problema que vem assolando a Guarapiranga é a proliferação descontrolada das macrófitas (plantas aquáticas flutuantes) que causam mau cheiro, interferem na fauna local e tornam mais propícios os acidentes náuticos. A propagação dessas plantas se deve principalmente ao fato de esgotos in natura serem lançados na represa, o que remete à questão da ocupação irregular do entorno. A Billings, por exemplo, registra poluentes em nível cem vezes maior do que o permitido.
Em entrevista à rádio CBN um representante da EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A.), o engenheiro Paulo Sérgio Silva, disse que essas macrófitas não têm efeito para a saúde, não oferecem risco, portanto não deve haver preocupações. Ele também isenta a sua empresa de responsabilidade, por cuidarem da geração de energia e não do abastecimento de água.
Em outra entrevista para a mesma rádio, a pesquisadora científica do Instituto de Botânica, Célia Leite Santana, diz que existem dois tipos de organismos aquáticos presentes: as macrófitas, que são visíveis, e as algas. Ela afirma que nenhum dos dois tipos é prejudicial à saúde, mas que a grande quantidade destes organismos representa desequilíbrio ecológico, sendo prejudicial para a própria água. Estes problemas encarecem o tratamento. Exemplo disso são entupimentos causados pelas algas e pela poluição e, também, o fato de algumas delas liberarem toxinas na água.
A pesquisadora explica que a poluição que chega à represa é a fonte de alimento para as macrófitas e que essa matéria orgânica é rica em nitrogênio e fósforo, é composta por dejetos humanos, ou seja, esgoto. Porém, quando as macrófitas morrerem toda a matéria orgânica voltará para a água, agravando ainda mais a contaminação e poluição.
As macrófitas ocorrem geralmente em áreas de várzea e, como são plantas aquáticas flutuantes, elas podem ser carregadas pelo vento. A pesquisadora explica que provavelmente pelo excesso de chuvas as plantas tenham sido arrancadas das áreas de alagamento e levadas para o corpo da represa. Segundo ela, a retirada do material deve ser feita o mais rápido possível, pois a vegetação já chegou a ocupar cinco quilômetros de extensão. Geralmente neste processo não se limpa totalmente a água. Uma pequena parte das algas deve permanecer nas áreas de várzeas, pois, ao se alimentarem, elas filtram o ambiente retirando o excesso de matéria orgânica.
Para Silvano elas são uma aliada. Ele coleta Pistia stratiotes e Salvinia auriculata, duas espécies de macrófitas, para adornar seu laguinho e diz ajudar no controle biológico da água. Os peixes que vivem ali passaram a se reproduzir, desde sua inserção, e a qualidade da água melhorou consideravelmente. Como o aumento exagerado da quantidade dessas plantas é ocasionado pela grande quantidade de dejetos jogados na represa, o ambientalista questiona se não seria mais prudente e até mais simples, controlar melhor o que vai parar na represa, do que gastar tanto tempo e dinheiro com o tratamento.
Postado em 04/10/2010 ás 10h47
Um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) mostrou que o fundo das Represas Billings e Guarapiranga está contaminado com metais pesados como chumbo, cobre, níquel e zinco. De acordo com os especialistas, esta contaminação compromete a qualidade da água e pode pôr em risco a saúde da população, já que as águas das duas represas abastecem boa parte da cidade de São Paulo. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) nega a informação de risco à saúde e diz que monitora a concentração dos metais pesados presentes nos mananciais.
O estudo atribui a contaminação ao esgoto, que é despejado de forma irregular por casas. O ambientalista Silvano da Silva, no entanto, culpa as indústrias. De acordo com o ambientalista, que desenvolve um projeto na Guarapiranga, alumínio, chumbo e metais não são gerados por esgoto doméstico. Ele afirma que grande parte do esgoto coletado pela Sabesp não é tratado e questiona a diferença de esgoto clandestino e coletado, se ambos são jogados na represa sem nenhum tratamento.
Outro problema que vem assolando a Guarapiranga é a proliferação descontrolada das macrófitas (plantas aquáticas flutuantes) que causam mau cheiro, interferem na fauna local e tornam mais propícios os acidentes náuticos. A propagação dessas plantas se deve principalmente ao fato de esgotos in natura serem lançados na represa, o que remete à questão da ocupação irregular do entorno. A Billings, por exemplo, registra poluentes em nível cem vezes maior do que o permitido.
Em entrevista à rádio CBN um representante da EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A.), o engenheiro Paulo Sérgio Silva, disse que essas macrófitas não têm efeito para a saúde, não oferecem risco, portanto não deve haver preocupações. Ele também isenta a sua empresa de responsabilidade, por cuidarem da geração de energia e não do abastecimento de água.
Em outra entrevista para a mesma rádio, a pesquisadora científica do Instituto de Botânica, Célia Leite Santana, diz que existem dois tipos de organismos aquáticos presentes: as macrófitas, que são visíveis, e as algas. Ela afirma que nenhum dos dois tipos é prejudicial à saúde, mas que a grande quantidade destes organismos representa desequilíbrio ecológico, sendo prejudicial para a própria água. Estes problemas encarecem o tratamento. Exemplo disso são entupimentos causados pelas algas e pela poluição e, também, o fato de algumas delas liberarem toxinas na água.
A pesquisadora explica que a poluição que chega à represa é a fonte de alimento para as macrófitas e que essa matéria orgânica é rica em nitrogênio e fósforo, é composta por dejetos humanos, ou seja, esgoto. Porém, quando as macrófitas morrerem toda a matéria orgânica voltará para a água, agravando ainda mais a contaminação e poluição.
As macrófitas ocorrem geralmente em áreas de várzea e, como são plantas aquáticas flutuantes, elas podem ser carregadas pelo vento. A pesquisadora explica que provavelmente pelo excesso de chuvas as plantas tenham sido arrancadas das áreas de alagamento e levadas para o corpo da represa. Segundo ela, a retirada do material deve ser feita o mais rápido possível, pois a vegetação já chegou a ocupar cinco quilômetros de extensão. Geralmente neste processo não se limpa totalmente a água. Uma pequena parte das algas deve permanecer nas áreas de várzeas, pois, ao se alimentarem, elas filtram o ambiente retirando o excesso de matéria orgânica.
Para Silvano elas são uma aliada. Ele coleta Pistia stratiotes e Salvinia auriculata, duas espécies de macrófitas, para adornar seu laguinho e diz ajudar no controle biológico da água. Os peixes que vivem ali passaram a se reproduzir, desde sua inserção, e a qualidade da água melhorou consideravelmente. Como o aumento exagerado da quantidade dessas plantas é ocasionado pela grande quantidade de dejetos jogados na represa, o ambientalista questiona se não seria mais prudente e até mais simples, controlar melhor o que vai parar na represa, do que gastar tanto tempo e dinheiro com o tratamento.
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